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domingo, 27 de junho de 2010
Se existe uma cidade bonita em demasia, essa cidade é Oviedo. Astúrias já deixa claro, de entrada, que o feísmo galego não é contagiante.
É a cidade mais limpa do mundo (parece que existe um prêmio do tipo, e Oviedo ganhou). Depois que o caminhão de lixo passa recolhendo o lixo, outro caminhão passa recolhendo as lixeiras para que a cidade fique mais charmosa. Sim, pelo visto dá para ficar ainda mais charmosa.
Todas as casas são charmosas, pinturas impecáveis em todas as paredes, as ruas de pedestres são de mármore cor-de-rosa e a cada esquina uma estátua diferente vem atiçar a imaginação.
A unificação da Espanha nasceu aqui, no primeiro reino que começou a engolir tribos de visigodos, se difundiu boa parte da península e, por fim, abocanhou a Andaluzia dos árabes.
Quem me hospeda é o Fran, um ex-professor de carpintaria que eu nunca tinha visto na vida, como é do meu feitio. Mas, para acalmar a mamis e as titias, temos amigos em comum lá na Coruña, tá bom?
Abaixo, um vídeo que revela a dimensão da minha bagagem, os meus descabelos e a cama onde eu dormirei hoje. Amanhã verei o Brasil eliminar o Chile lá do País Basco.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Há um ano recebia o dia mais longo do ano com a esperança de que tudo seria melhor durante a nova estação. Esperança relativa, pois era difícil vislumbrar que as coisas pudessem ficar pior do que já estavam. O verão traria calor, nova rotina, dias espichados e noites de festa distantes das memórias ruins.
E ali estava de novo, quarta-feira passada, vestindo roupa na areia da praia, fechando os olhos para escapar das cinzas das fogueiras e bebendo sangria antes de pular as chamas e fazer três desejos.
Dessa vez, eu tinha franja e pulei a fogueira para espantar as bruxas, mas me recusei a fazer desejos. Cansei de pedir serenidade, o fim da insônia, a libertação do chocolate e uma estante definitiva onde deixar os penduricalhos que compro pelo mundo.
Ninguém pode me dar nada disso e eu já começava a parecer uma mendiga desesperada. Pedia para o Senhor do Bonfim, para as velas no bolo, para a primeira estrela da noite e agora para os espíritos celtas libertados no verão.
Entre 24 de junho de 2009 e 24 de junho de 2010, quem me deu o que eu queria fui eu mesma e acho bom que continue assim.
E ali estava de novo, quarta-feira passada, vestindo roupa na areia da praia, fechando os olhos para escapar das cinzas das fogueiras e bebendo sangria antes de pular as chamas e fazer três desejos.
Dessa vez, eu tinha franja e pulei a fogueira para espantar as bruxas, mas me recusei a fazer desejos. Cansei de pedir serenidade, o fim da insônia, a libertação do chocolate e uma estante definitiva onde deixar os penduricalhos que compro pelo mundo.
Ninguém pode me dar nada disso e eu já começava a parecer uma mendiga desesperada. Pedia para o Senhor do Bonfim, para as velas no bolo, para a primeira estrela da noite e agora para os espíritos celtas libertados no verão.
Entre 24 de junho de 2009 e 24 de junho de 2010, quem me deu o que eu queria fui eu mesma e acho bom que continue assim.
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